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gustavo amaral

BIO

 

Gustavo Amaral é um artista brasileiro que cria colagens mixed mídia que exploram a arquitetura e a forma humana. Suas obras capturam simultaneamente o corpo em sua forma externa, as emoções internas e a psique que existem sob sua concha, investigando o conceito de moradia e habitação.

 

O artista se formou em sua cidade natal, Belo Horizonte, graduando-se em jornalismo, antes de seguir sua paixão pelas artes plásticas e visuais em São Paulo. Atualmente reside na cidade de Corumbau na Bahia.

SOMOS NOVOS AQUI

Somos novos aqui. Seres rastejantes a tatear o fôlego que corre entre as frestas de ar que respiram os vazios invisíveis da cidade.

 

Ocupamos. O tempo, o espaço e o corpo; viver é uma investigação do inconsciente coletivo que organiza o cotidiano do caos. Mergulhamos para dentro tentando encontrar. Os mecanismos e as estruturas que colidem o sonho com a realidade; as ruas, os prédios, os tédios, as veias abertas a palpitar o sangue silencioso da subsistência.

 

Habitamos. Mas nem sempre aceitamos a efemeridade involuntária e necessária das coisas. A crise da arquitetura que se desvia e se insinua contraria à utilidade. Imaginando agora a ressignificação do passado em favor da construção do futuro. Onde deixamos a cidade para mudarmos para dentro dos nossos próprios corpos, onde reside a água, a cura, a dança, a natureza consistente da matéria.

 

Gustavo Amaral tece, cola e costura a fragmentação de si mesmo em papéis, tecidos e texturas. A partir de pesquisas de imagens e fotografias próprias, interpreta e visita um sentimento específico do tempo. A construção corporal da residência que desinventamos. O lar que relembramos. Uma saudade desavisada que paira o ar; viver e imaginar que a cidade começa de dentro para fora.

 

É uma deriva invasiva ao som que vem da alma. Ocupamos um momento oportuno da eternidade. Somos carne, mas somos parte de uma teia linear que cruza as ruas, os parques e os passeios públicos. Somos a moradia de nós mesmos. Viajantes do acaso a velejar pelo vento entorpecidos pelo tormento que nutre e alimenta a chama flamejante da existência.

 

Texto por Bernardo Biagioni

 

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